Dia da Imunização: por que a vacinação ainda é a melhor defesa da população?

 Dia da Imunização: por que a vacinação ainda é a melhor defesa da população?

Nesta segunda-feira, 9 de junho, celebra-se o Dia da Imunização no Brasil, uma data que reforça o papel vital das vacinas na prevenção de doenças e na proteção da saúde pública. Mesmo com tantos avanços científicos, o desafio da desinformação e da baixa adesão vacinal ainda persiste, especialmente em municípios do interior paulista.

A imunização é uma das conquistas mais importantes da medicina. Graças a ela, doenças como poliomielite, sarampo, rubéola e tétano foram drasticamente reduzidas ou até eliminadas em diversas regiões. No entanto, o que parecia controlado começa a ameaçar de novo. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 1.800 casos de sarampo foram notificados nos últimos dois anos, a maioria em locais onde a cobertura vacinal caiu.

Em cidades como Votuporanga, Fernandópolis e Santa Fé do Sul, campanhas de vacinação têm enfrentado resistência. “Ainda há quem acredite em mitos sobre as vacinas, o que coloca toda a comunidade em risco”, explica a enfermeira epidemiológica Cláudia Moura. Ela destaca que a imunização coletiva é essencial: “Vacinar-se não é um ato apenas individual. É uma responsabilidade social.”

O cenário preocupa especialistas. O esquema vacinal infantil, por exemplo, está abaixo da meta de 95% em muitas regiões do país. A pandemia da Covid-19 também contribuiu para a queda nos índices, seja pela suspensão temporária das campanhas ou pelo aumento da hesitação vacinal impulsionada por fake news.

Para reverter essa tendência, secretarias de saúde estão intensificando ações de conscientização. Escolas, postos de saúde e centros comunitários promovem rodas de conversa, palestras e mutirões de vacinação. Em Jales, por exemplo, um projeto itinerante leva vacinas até bairros mais afastados, buscando alcançar quem tem dificuldade de locomoção.

Mais do que uma data simbólica, o Dia da Imunização é um chamado à ação. Vacinar é cuidar de si e do outro. É garantir que doenças erradicadas não voltem a ameaçar a vida de crianças, idosos e imunossuprimidos. É, acima de tudo, um compromisso com a saúde pública e o futuro coletivo.

Em Santa Fé do Sul as salas de vacinas funcionam no Clias – na Rua 8, ESF 13 de Maio e ESF Bela Vista.

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