Profissionais da Saúde participam de capacitação sobre Prevenção Combinada do HIV/Aids

 Profissionais da Saúde participam de capacitação sobre Prevenção Combinada do HIV/Aids

Médicos, enfermeiros, recepcionistas, psicólogos, agentes comunitários de saúde e assistentes sociais de todas as Estratégias de Saúde da Família (ESFs) de Santa Fé do Sul participaram na quinta-feira, 9 de outubro, de um treinamento sobre Prevenção Combinada do HIV/Aids, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde.

A capacitação foi ministrada pela coordenadora do Programa Municipal de IST/HIV/Aids, Silvia Regina Benitez, e contou com a participação online de Goher Lima Gonzalez, Diretora Técnica de Saúde do Centro de Referência e Treinamento em ISTs/Aids de São Paulo (CRT-SP) e facilitadora do Programa Boas Práticas HIV/Aids. Goher é bióloga, especialista em prevenção ao HIV/Aids no quadro da vulnerabilidade e dos direitos humanos e em gestão de serviços públicos de saúde.

Durante o encontro, foram abordadas as principais estratégias da Prevenção Combinada do HIV, com destaque para a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). Esta foi a última etapa da capacitação, que envolveu todos os setores da Saúde Municipal, fortalecendo a atuação integrada da rede no atendimento e na prevenção.

“O conhecimento e a atualização constante são essenciais para que os profissionais estejam preparados para acolher, orientar e oferecer as melhores alternativas de prevenção às pessoas, respeitando suas escolhas e contextos. A Prevenção Combinada é sobre isso: cuidado integral e respeito à diversidade”, destacou Silvia Benitez.

O que é a Prevenção Combinada do HIV

Segundo o Ministério da Saúde, a Prevenção Combinada associa diferentes estratégias de prevenção ao HIV, com foco na saúde integral das pessoas e na adaptação às necessidades e contextos individuais.

Ela parte da ideia de que nenhuma intervenção isolada é suficiente para reduzir novas infecções — o melhor método é aquele que combina abordagens biomédicas, comportamentais e estruturais, centradas na pessoa.

Entre as principais ações estão:

Intervenções biomédicas: uso de preservativos internos e externos, lubrificantes, testagem regular para HIV e ISTs, imunização para hepatites e HPV, tratamento antirretroviral, PrEP e PEP.

Intervenções comportamentais: incentivo ao uso de preservativos, aconselhamento e testagem, adesão ao tratamento, acolhimento e educação em saúde.

Intervenções estruturais: combate ao preconceito, ao machismo, ao racismo e à LGBTQIAPN+fobia, além da promoção dos direitos humanos e de campanhas educativas.

Essas ações são representadas graficamente na chamada “mandala da Prevenção Combinada”, que simboliza a liberdade de cada pessoa escolher a combinação de estratégias mais adequada à sua realidade e necessidades.

O conceito também reforça o princípio “Indetectável = Intransmissível (I=I)”, que reconhece que pessoas vivendo com HIV e com carga viral indetectável não transmitem o vírus por via sexual.

O Ministério da Saúde aponta que os casos de HIV no Brasil se concentram em populações historicamente vulnerabilizadas, como gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas trans, trabalhadoras do sexo, pessoas privadas de liberdade e pessoas que usam álcool e outras drogas.

Além disso, também são consideradas populações prioritárias os adolescentes e jovens, a população negra, indígena e em situação de rua.

“Nosso trabalho é garantir informação, acolhimento e acesso. Quanto mais conhecimento compartilhamos, mais fortalecemos a rede de proteção e reduzimos o estigma”, completou Silvia Benitez.

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