Santa Rita d’Oeste resgata investimento no Banco Master antes da liquidação e evita prejuízo a servidores

Foto: santaritadoeste.sp.gov.br
A divulgação de que cinco municípios paulistas aplicaram R$ 218 milhões em investimentos no Banco Master, instituição alvo de operação da Polícia Federal que mobilizou atenção em toda a região. Em Santa Rita d’Oeste, porém, o Instituto de Previdência Municipal confirmou que não houve qualquer prejuízo aos servidores, graças ao resgate antecipado dos valores ainda em outubro.
Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (19), o instituto informou que os investimentos realizados pela autarquia seguiram critérios técnicos e foram amparados por análises de consultorias especializadas. O comunicado reforça que todos os recursos aplicados foram resgatados antes da decretação de liquidação extrajudicial do banco pelo Banco Central, ocorrida na última terça-feira (17).
Segundo a nota, além de resgatar o montante antes da intervenção, o instituto também recebeu as correções e juros devidos, o que garantiu segurança financeira à carteira previdenciária municipal. “Não houve qualquer prejuízo ao Instituto ou aos seus segurados”, destaca o documento.
A situação gerou preocupação após o Ministério Público de Contas revelar que Santa Rita d’Oeste havia investido R$ 2 milhões em títulos de renda fixa do Master ao longo deste ano. Outros municípios como Cajamar, Araras, São Roque e Santo Antônio de Posse ainda aguardam informações da massa liquidante nomeada pelo Banco Central para avaliar possíveis impactos.
A nota do Instituto de Previdência de Santa Rita d’Oeste também reafirma o compromisso com a gestão responsável dos recursos públicos e com a proteção dos servidores e aposentados. “Nosso foco é garantir a segurança financeira do Instituto e o bem-estar de todos os vinculados ao regime próprio de previdência”, conclui o comunicado.
Com o episódio ainda em desdobramento nacional, Santa Rita d’Oeste se destaca por ter evitado perdas no momento em que o Banco Master se tornou alvo da operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos fraudulentos e um esquema bilionário que pode ter movimentado R$ 12 bilhões.
