Operação da PM Ambiental em Aparecida d’Oeste combate caça e apreende armas e aves

 Operação da PM Ambiental em Aparecida d’Oeste combate caça e apreende armas e aves

Polícia Militar Ambiental encontrou espingardas escondidas sob colchões em propriedade rural no Assentamento Padre Josino

Durante uma ação conjunta das operações “Impacto”, “Caipora” e “São Paulo sem Fogo”, realizada nesta quarta-feira (6), a Polícia Militar Ambiental apreendeu duas armas de fogo ilegais na zona rural de Aparecida d’Oeste (SP). A fiscalização ocorreu na propriedade conhecida como Fazendinha Nossa Senhora Aparecida, situada no Assentamento Padre Josino, no Córrego Água Ruim.

A operação teve início após uma denúncia que apontava a manutenção ilegal de aves nativas em cativeiro e suspeitas de caça de animais silvestres. No local, os policiais foram recebidos por dois moradores, identificados como J.C.A. e J.B., que autorizaram a entrada das equipes para averiguação.

Na vistoria, foram encontradas apenas aves da espécie exótica “Calopsita”, todas bem cuidadas e sem sinais de maus-tratos. Apesar de negarem envolvimento com caça, os moradores admitiram a posse de armas de fogo escondidas em seus quartos.

Com J.C.A., os agentes localizaram uma espingarda calibre .32, oxidada, sem marca aparente, além de dois cartuchos intactos. Ele alegou ter herdado a arma do pai e a mantinha para proteção da família. Já J.B. apresentou uma espingarda calibre .28, também oxidada, com diversos cartuchos, espoletas e munições deflagradas. Segundo ele, a arma era antiga e utilizada apenas na área rural.

Diante das irregularidades, ambos foram conduzidos à Central de Polícia Judiciária de Jales, onde o delegado de plantão ratificou a prisão em flagrante com base no artigo 12 do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003). As armas e munições foram apreendidas, e os detidos liberados após pagamento de fiança no valor de R$ 1.518,00 cada.

Em consulta aos antecedentes, foi constatado que J.C.A. tem passagem por ameaça, enquanto J.B. não possui registros criminais. Nenhum indício de caça ou maus-tratos a animais silvestres foi encontrado na propriedade.

A Polícia Ambiental reforça que a posse de armas sem registro é crime, mesmo em áreas rurais, e que denúncias anônimas continuam sendo fundamentais para combater a caça ilegal e a degradação ambiental.

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